Hay que saberla bailar

Duas malas esperam ser desfeitas há uma semana, as contemplo vislumbrando o um mês de história que guardam, não merecem qualquer essa vai pro cesto de roupa suja ou para a fantasiosa pilha de roupas por passar que repentinamente não precisam mais ser passadas a depender da necessidade de utilização. Brasília em janeiro é ainda mais vazia de gente, Brasília em janeiro são restaurantes fechados para almoço, Brasília em janeiro são férias coletivas. Caminho por Brasília pensando que moraria em Buenos Aires, seria uma milongueira exímia e em menos de um ano o passo da anêmona ganharia variações muy sensuais ao som de Gardel. Viajar é sempre imaginar todas as nossas vidas possíveis e carregar um pouco de açúcar e canela para polvilhar o correr dos dias. Então a hora de desfazer a mala virá e, se a preguiça macunaímica insistir no momento ritualístico, a necessidade cotidiana e supostamente civilizada de usar roupas falará mais alto.

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9 comentários sobre “Hay que saberla bailar

  1. Nara morena,
    Por onde mais esteve além da capital portenha??

    Em fevereiro também desaguarei em terras latinas novamente com o projeto…
    Saudades!
    Bjs

    • Brunão,

      Saudades de tu!

      Estive também no país de Mujica, pensando nessas vidas possíveis.

      Quando o projeto desagua no cerrado? Seria legal experimentar a arte na beira. Quero notícias da temporada lusitana.

      Beijocas transatlânticas

  2. As ressacas de viagens são realmente momentos melancólicos. Brasilia é esse espaço cidade-não-cidade, cada vez mais cidade, que nos faz sentir esses sentimentos nostálgicos, as vezes por coisas que nem vivemos, por muito tempo e com muita intensidade. Mas se você ficar tempo suficiente na cidade vai ver que isso que Brasília nos proporciona não é necessariamente ruim. Existe um gozo na melancolia saudosa.

    A Carol me falou desse seu blog e achei bem bacana. Curti seus textos.

    Abraços

    • Gabriel,

      Vamos eliminar o sentimento de dívida que culmina em tantas desculpas. A começar pelas respostas devidas aos comentários. Rs!

      Curti o que escreveu (aqui e naquele homem que caminha só e nada percebe por deixar tudo passar).

      O carnaval está aí para provar a existência de muitas Brasílias possíveis, ainda bem.

      Beijo,
      Nara

      • Essa nova Brasília (que agora se apresentou pra você) também traz uma pequena saudosidade…..mas que é totalmente diferente da outra. não é!? É uma que gosta da cidade que se está… mantendo saudades, mas de momentos e não de lugares. Como diria Nicolas behr: Brasília é reta, sem peito e nem bunda, mas é gostosa demais!

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