Vivendo e aprendendo a flambar

A fome chega impiedosa, pensar é difícil, agir ainda mais. Os desejos se revestem de uma simplicidade só e tomam formas estranhas: “Ah, a lasanha do almoço, seria a pessoa mais feliz do mundo com ela!”, “Um sanduíche de bacon, cebola, picles e pão com gergelim, isso é alegria”. As vontades alimentícias são todas para ontem e um perigo quando não realizadas. Rapunzel pagou um preço altíssimo porque sua mãe desejava rabanetes, imagine o perigo de querer uma barca, um cruzeiro completo de sushis logo agora. O sucesso do Miojo advém da impossibilidade de comer o que se quer de verdade. Se todo mundo comesse Miojo pelo prazer do macarrão instantâneo, Seu Momofoku estaria encrencado. Come-se Miojo pensando em tudo que ele não é, mas vislumbrando tudo o que poderia ser.

   

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4 comentários sobre “Vivendo e aprendendo a flambar

  1. Nara, nao pude resistir e acabei acessando seu blog. Guess what? Li todos os posts e fiquei com gostinho de quero mais! Parabéns!
    beijos bianca

  2. Narinha,
    Finalmente, confesso, li TODOS os textos. E não poderia ter sido diferente: adorei! As pequenas você e Raquel estavam lindonas no auge dos seus 3 (?) aninhos; as histórias de casa e de dilemas vitais que se equivalem ao mundo dos gramados e grandes espetáculos; a menção ao blog; o companheirismo nesse feriado intenso (vai aparecer por aqui? :); os dotes literários… Amiga, quem sabe faz a hora e não espera acontecer! Ao mesmo tempo, sabe-se lá porque temos tanta pressa e tanta responsabilidade sobre o sucesso de nossas decisões. Confiemos no destino e nos deixemos surpreender pelas melhores coisas da vida.

    Obrigada por nos presentear com sua amizade e seus textos malucos, mas sensíveis como você. Bora ganhar o Jabuti???

    Agora o blog está nos favoritos e de lá não sai mais 😉

    • Minha amiga querida, entre as melhores coisas da vida ficam nossos encontros, pontuados por dor de barriga de risos, paulistanos incrivelmente generosos na fila do ingresso, a solidariedade pelos urubus da Bienal diante da bandeira branca, e a confirmação das utopias. Sejamos assim então, ora bolas. E que nossas casas virtuais ainda possam nos oferecer muitas surpresas bacanas. Obrigada por tudo! Espero você em dezembro. Beijos por São Paulo, pelo mundo, Naroca.

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